Últimas
×

BeSafeBeeHoney: Uma Rede Inovadora para Proteger as Abelhas, Garantir a Qualidade do Mel e um Futuro Sustentável da Apicultura

BeSafeBeeHoney: Uma Rede Inovadora para Proteger as Abelhas, Garantir a Qualidade do Mel e um Futuro Sustentável da Apicultura

O BeSafeBeeHoney - Valorização de Produtos Apícolas e Biomonitorização para a Segurança das Abelhas e do Mel (CA22105) - é uma Ação COST, que integra os projetos aprovados no Programa Intergovernamental de Cooperação Europeia em Ciência e Tecnologia (COST), iniciada em setembro de 2023.

Esta tipologia de programa de financiamento visa reduzir a fragmentação da investigação no Espaço Europeu da Investigação (EEI) e fomentar atividades colaborativas de investi gação,inovação e networking. O projeto BeSafeBeeHoney, alinhado com o Pacto Ecológico Europeu onde se destaca a estratégia “Do prado ao prato” visando garantir um sistema alimentar sustentável e justo, centra-se em todas as temáticas ligadas à apicultura e no seu papel vital na polinização, sendo esta, uma das atividades fundamentais para a produção agrícola. A abelha-europeia (Apis mellifera) desempenha um papel crucial neste processo, sendo um dos poliniza dores fundamentais para a reprodução de muitas plantas, a manutenção da diversidade genética e a resiliência dos ecos sistemas. Sem esses insetos e o crescente risco de perda de colheitas, verificam-se potenciais consequências graves para a segurança alimentar global.

Neste sentido a rede internacional BeSafeBeeHoney adota uma abordagem interdisciplinar por forma a contribuir no âmbito de 5 grandes temáticas relaciona das com a Apicultura:

 

1. Propriedades nutricionais e medicinais dos produtos da colmeia promovendo a valorização dos produtos e a uniformização de parâmetros e métodos de controlo de qualidade e autenticidade;

2. Biomonitorização de contaminantes antropogénicos no ambiente através dos produtos apícolas no sentido de mapear quais os poluentes mais persistentes no ecossistema e ao mesmo tempo fazer uma análise dos riscos associados numa perspetiva de “Uma só Saúde”;

3. Avaliação de doenças prevalentes e dos fatores de stress biótico para as colónias de abelhas melíferas através de mapeamento desses fatores e quais as estratégias de controlo, mitigação e prevenção de novos parasitas e vírus adjacentes da importação internacional na atividade apícola;

4. Os polinizadores na agricultura e as consequências eco nómicas e culturais recorrentes da perda de colónias; neste ponto pretende-se não só estudar soluções para os sistemas agrícolas como também quais as melhores práticas para proteger as abelhas e a biodiversidade;

5. Estudo das políticas atuais e análise de mercado no sen tido de delinear a conceção de novos alimentos a partir dos produtos da colmeia e ao mesmo tempo contribuir com recomendações para políticas mais atuais e eficazes. No âmbito desta temática serão estabelecidos protocolos padronizados disponibilizados a todas as partes interessadas da cadeia de valor do mel.

Toda a colaboração científica desta rede está organizada em seis grupos de trabalho que abrangem desde a análise nutricional e medicinal do mel até à biomonitorização ambiental, doenças apícolas, políticas setoriais e estratégias de disseminação. Desde o seu lançamento, o projeto BeSafeBeeHoney tem vindo a crescer e já conta com mais de 380 participantes de 44 países. Uma das características desta tipologia de projetos é a possibilidade de qualquer interessado poder integrar a equipa, em qualquer momento ao longo da sua duração (até setembro de 2027), na plataforma da Associação COST (www.cost.eu/actions/CA22105).

BeSafeBeeHoney teve o seu início em setembro de 2023 numa reunião que juntou em Bruxelas os vários membros da sua comissão de gestão, e conta já com várias atividades e eventos organizados internacionalmente. A primeira conferência internacional da ação decorreu em maio de 2024, em Larissa, Grécia, reunindo mais de 100 especialistas do setor apícola. A primeira Training School decorreu em setembro de 2024, em Belgrado, subordinada à temática da monitorização de contaminantes em mel e produtos relacionados.

Portugal lidera a coordenação desta iniciativa, com a participação de diversas instituições nacionais. Entre elas o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) que desempenha um papel funda mental, com a investigadora Andreia Freitas atuando como Action Chair e Marta Leite enquanto responsável pela disseminação, comunicação e envolvimento de stakeholders. Do comité de gestão fazem ainda parte a investiga dora Sara Leston, do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra (CEF-UC) e Patrícia Rijo da Universidade Lusófona. A Universidade de Coimbra é ainda a instituição gestora financeira do projeto.

 

 

Partilhar: