O Seminário “As Alterações Climáticas e a Citricultura”, integrado na última edição da Mostra Silves Capital da Laranja, abordou os desafios que a região do Algarve enfrenta devido às mudanças climáticas
Luísa Conduto, vice-Presidente da Câmara Municipal de Silves, na sessão de boas-vindas durante a sessão de abertura do Seminário “As Alterações Climáticas e a Citricultura”
A sessão de abertura do Seminário “As Alterações Climáticas e a Citricultura” integrado no programa da 9º Mostra Silves Capital da Laranja contou com sessão de boas-vindas da vice-presidente da Câmara Municipal de Silves, Luísa Conduto e de Pedro Monteiro, vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve). Pedro Monteiro começou por salientar que “desde há anos estamos a atravessar um problema que eu reputo que é o | ABR 2025 106 grande desafio da próxima década, dos próximos 20, 30 anos, que é a questão da água”. De acordo com Pedro Monteiro, a região do Algarve enfrenta dificuldades particulares, sendo o Barlavento e a zona da bacia do Sado e Mira as zonas mais críticas nos próximos anos, explicando ao mesmo tempo que a região do Algarve, apesar de ser muito pequena, possui uma realidade muito distinta entre o Ocidente e o Oriente, o que coloca desafios adicionais à gestão de recursos hídricos.
“Das três barragens do país que estão com 20% ou menos, duas delas estão aqui no Algarve”
Pedro Monteiro, vice-Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve), durante a sessão
O vice-presidente sublinhou aos presentes ainda que a região é a que “chove menos”, e que, com base nas estações agrometeorológicas geridas pela agricultura, é possível perceber que os níveis de precipitação são cada vez mais baixos. Além disso, referiu que “das três barragens do país que estão com 20% ou menos, duas delas estão aqui no Algarve”. A situação dos aquíferos também não é favorável, com níveis preocupantes de armazenamento de água.
Para fazer face a esta realidade, o vice-presidente da CCDR Algarve destacou os investimentos projetados, como a construção da dessaliniza dora e a tomada de água no Pomarão, ambos no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).