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VI Congresso de Fisiologia Vegetal destaca inovação bioestimulante no combate a fungos, bactérias e vírus

VI Congresso de Fisiologia Vegetal destaca inovação bioestimulante no combate a fungos, bactérias e vírus

O VI Congresso de Fisiologia Vegetal decorreu no início de abril, nas Caldas da Rainha, reunindo investigadores, técnicos, agricultores e académicos para debater as estratégias inovadoras no controlo e prevenção de doenças na agricultura, com uma abordagem na utilização de bioestimulantes. O Congresso contou ainda com o lançamento do livro “O Sócio”, uma homenagem ao engenheiro Amado Silva, uma figura referência na fruticultura nacional.

Soluções práticas e baseadas em investigação avançada, orientadas para mitigar os efeitos das alterações climáticas e dos ataques patogénicos.

A NutriField, especialista na nutrição das plantas e fisiologia vegetal e organizadora do Congresso, tem-se afirmado ao longo dos seus 18 anos de existência como referência no setor agrícola em Portugal. Com a presença de empresas como a italiana Green Has Group e a farmacêutica Cataly sis, o Congresso revelou soluções práticas e baseadas em investigação avançada, orientadas para mitigar os efeitos das alterações climáticas e dos ataques patogénicos que afetam a produtividade das culturas. Pedro Almeida, sócio-gerente da NutriField, explicou os objetivos da iniciativa. “Transmitem-se conhecimentos adquiridos através das nossas empresas e das que representamos, como a Green Has Group e a Catalysis, uma farmacêutica, trazendo modernidade à agricultura, prin cipalmente no combate aos problemas que limitam a produção agrícola”, refere Pedro Almeida, à nossa reportagem. Com o agravamento dos desafios provocados pelas alterações climáticas, torna-se essencial disponibilizar aos agricultores ferramentas eficazes. “Pretendemos mitigar os efeitos dos stresses bióticos e abióticos e aumentar o rendimento dos agricultores com aplicação de produtos investigados nos últimos anos”, acrescenta Pedro Almeida.

“Uma arma para os dias de muito calor”

“Estamos em fase de experimentação em Portugal, com resultados muito positivos. Este verão, penso que teremos uma arma para os dias de muito calor”, revela Pedro Almeida, acrescentando que os ensaios conduzidos pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) demonstraram ganhos no rendimento fotossintético. Outra novidade foi o VIUSID agro, um produto com origem na indústria farmacêutica, inicialmente criado para aplicação veterinária e humana. “Tem um efeito na oxidação e redução das células. Evita que as células se oxidem, logo não envelhecem e têm menor probabilidade de adoecer”, explica Pedro Almeida. A introdução deste produto surge como resposta ao problema do fogo bacteriano, uma bactéria que tem causado sérios prejuízos aos produtores frutícolas: “Está a causar prejuízos gravíssimos aos produtores. Daí a importância de uma farmacêutica trabalhar connosco e lançar o VIUSID agro”, insiste Pedro Almeida.

Homenagem a Amado Silva, uma figura de referên cia na fruticultura nacional

Durante o Congresso foi também prestada homenagem ao engenheiro Amado Silva, uma figura de referência na fruticultura nacional. “Foi o meu mestre, estagiei com ele dois anos. Trouxe muita inovação à época. Foi muito importante no desenvolvimento da Pera Rocha e na introdução da Royal Gala”, recorda Pedro Almeida com emoção. A homenagem ficou materializada no livro “O Sócio”, resultado do esforço da Coopsteco – Cooperativa de Serviços Técnicos e Conhecimentos, Crl, em reunir testemunhos de quem privou com o engenheiro.

“A Inteligência Artificial será útil q.b. O olho clínico do técnico é muito importante e será sempre, porque as plantas reagem em função das mudanças climáticas e nós temos de estar presentes para saber qual a melhor ferramenta”

Luís Marques, também sócio-gerente da NutriField, refletiu sobre o percurso da empresa e a sua missão: “Estamos a encontrar o caminho que sempre pretendemos. O sucesso é chegar e fazer o bem em prol da sociedade, neste caso, do setor primário”. Ao longo de 18 anos, a NutriField consolidou-se no me cado agrícola, apostando numa abordagem técnica de excelência. “Temos técnicos muito capacitados. São 10 neste momento. A parte comercial é a última. Primeiro está sempre a solução para o agricultor”, defende Luís Marques.

Trabalhar com múltiplos parceiros internacionais, permite uma oferta diversificada e adaptada a diferentes necessidades

“Porque temos tantos parceiros?” Questiona Luís Marques, enquanto responde: “Porque se complementam. Misturados ou alternados, conseguimos boas recomendações técnicas”, vinca, defendendo a complementaridade como matriz estratégica da empresa. Sobre o futuro do setor, Luís Marques mostra-se cauteloso, mas comprometido: “É um setor muito delicado. Não podemos ir em modas. Temos de ter os pés bem assentes na terra, porque definimos a nossa sobrevivência. Embora reconheça o valor da tecnologia, considera que a presença do técnico de campo continuará a ser insubstituível: “A Inteligência Artificial será útil q.b. O olho clínico do técnico é muito importante e será sempre, porque as plantas reagem em função das mudanças climáticas e nós temos de estar presentes para saber qual a melhor ferramenta”, conclui Luís Marques.

A NutriField mantém-se focada em garantir o rendi mento do produtor, pois, nas palavras de Luís Marques: “Sem o rendimento da base, que é o produtor, não há alimentos para nós, nem alimento financeiro para estarmos todos aqui”.

A Green Has Iberia reforçou, durante o VI Congresso de Fisiologia Vegetal, a importância da sua parceria com a NutriField, empresa que representa e distribui os seus produtos em Portugal.

Para Daniele Di Raimondo, gerente da Green Has Iberia, responsável pelo mercado de Espanha e Portugal, esta colaboração é essencial para o sucesso da marca no país.

“A Nutrifield cobre todo o território nacional. É uma empresa muito profissional, com a mentalidade certa: dar ferramentas técnicas ao agricultor e não apenas soluções comerciais. O papel da NutriField é fundamental na nossa estratégia para o mercado nacional”, destaca Daniele Di Raimondo. Graças a esta parceria sólida, a Green Has Iberia tem vindo a consolidar uma posição de liderança no setor dos bioestimulantes em Portugal. A empresa integra o Green Has Group, uma multinacional com 40 anos de experiência, membro fundador da EBIC (European Bioestimulants Indus try Council) e associada à EFA, a associação de fabricantes espanhóis do setor. “É um mercado em constante crescimento, e graças à normativa europeia conseguimos introduzir produtos que ajudam a manter a produção agrícola perante os desafios das alterações climáticas”, explica.

Melhorar a coloração da fruta em condições críticas

Com uma forte aposta em inovação, a Green Has conta com três laboratórios próprios — incluindo um laboratório químico certificado — onde desenvolve soluções adaptadas aos novos desafios do setor. “A prioridade é responder aos desafios do clima. Um exemplo é o SOLVERO, um produto que melhora a coloração da fruta em condições críticas, como quando as temperaturas noturnas impedem a pigmentação. Sabemos que o consumidor compra com os olhos”, afirma. Com uma visão clara para o futuro, a Green Has Iberia aposta numa abordagem global para responder às necessidades dos produtores. “O futuro é com a NutriField no mercado nacional, dentro de um sistema global. Os produtores têm hoje explorações em vários países e procuram respostas integra das. A chave é dar uma resposta global ao cliente”, conclui Daniele Di Raimondo.

Christian Garabello, representante da Green Has Group, apresentou as soluções inovadoras baseadas em bioestimulantes:

- VIVEMA TWIN, desenvolvido para o aumento da biomassa radicular

- ERANTHIS, criado para proteger a planta contra o stress hídrico

- SOLVERO, uma inovação lançada recentemente e pensada para melhorar a coloração da fruta em condições adversas. “É um produto novo, lançámo-lo há dois meses. Serve para aumentar a cor na fruta e é aplicável a todas as culturas”, refere o responsável. A recetividade por parte dos agricultores tem sido muito positiva, diz Christian Garabello: “Os nossos clientes estão muito felizes com estes produtos, porque ajudam a resolver questões específicas causadas pelas alterações climáticas (….) Queremos dar aos agricultores ferramentas sustentáveis, que tragam soluções reais para os desafios atuais”. A Green Has Group tem investido fortemente em investigação, mantendo na sua sede em Itália um centro de I&D equi pado com diferentes laboratórios: microbiologia, química da planta, fisiologia vegetal e uma estação experimental.

David Soriano, representante da Cataly sis, explicou as inovações desenvolvidas pela empresa farmacêutica espanhola, que se tem destacado no setor agrícola com soluções baseadas em princípios ativos naturais e antioxidantes.

“A Catalysis é um laboratório farmacêutico que utiliza uma tecnologia exclusiva de ativação molecular, que potencia liza as propriedades biológicas das moléculas naturais. Esta tecnologia permite que os nossos produtos ofereçam benefícios superiores quando aplicados no campo, garantindo soluções naturais e sustentáveis para os cultivos agrícolas”, afirma. Saliente-se que a Catalysis tem como diferencial o foco em tecnologia e sustentabilidade, com um portefólio que também abrange a saúde humana e animal, mantendo sempre o princípio de utilizar moléculas naturais ativadas para garantir a eficácia e segurança.

“A nossa parceria com a NutriField surgiu natural mente, pois procuramos parceiros que partilhem a nossa visão de sustentabilidade, tratamentos seguros e eficazes. A NutriField é um parceiro ideal, com uma forte presença técnica e comercial em Portugal, o que permite que os nossos produtos cheguem de forma eficaz aos agricultores”, diz David Soriano, quando questionado sobre a parceria que mantêm com a NutriField.

A colaboração com a NutriField tem sido fundamental na estratégia da Catalysis para o mercado nacional. “O nosso papel é sempre o mesmo: apoiar os distribuidores com uma abordagem técnica e comercial, garantindo que os agricultores possam entender e aplicar corretamente os nossos produtos para superar os desafios agrícolas”, sus tenta ainda.

Um dos produtos apresentados durante o Congresso foi o VIUSID agro, uma solução para com bater o stress biótico e abiótico nas plantas, cau sado por fatores como mudanças de temperatura, humidade, vírus e bactérias.

“O VIUSID agro combina os efeitos dos antioxidantes ativa dos com outros oligoelementos essenciais para o metabolismo da planta, estabilizando-o, otimizando o seu rendi mento e melhorando as suas defesas”, caracteriza. À nossa reportagem David Soriano reafirma a importância dos bioestimulantes no futuro da agricultura. “Hoje, o futuro da agricultura é claramente ligado aos bioestimulantes. Os agricultores precisam de apoio, especialmente em termos de defesa das culturas e aumento do rendimento, e os bioestimulantes são a solução”, remata.

 

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