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Comercial Química Massó celebra 25 anos a inovar na agricultura portuguesa

Comercial Química Massó celebra 25 anos a inovar na agricultura portuguesa

2 025 marca o 25º aniversário da Comercial Química Massó SA em Portugal. Fernando Ranito, em representação da Comercial Química Massó SA no país, fala sobre os avanços que a empresa tem feito no setor agrícola, com destaque para o desenvolvimento de soluções sustentáveis e inovadoras, como os organismos de controlo biológico. Para o futuro, a prioridade é fortalecer a equipa e manter a proximidade com os agricultores.

Este ano a Comercial Química Massó SA comemora 25 anos de presença em Portugal. Atingido este marco, o que representa a empresa no nosso país?

A Comercial Química Massó SA representa em Portugal a perseverança de uma equipa de profissionais multidisciplinares com uma estratégia bem delineada que no ano 2000 entendeu que era o momento ideal para desenvolver trabalho no nosso país apresentando produtos à época de elevada qualidade como eram o Sumisclex, Sumico, Berelex e o produto premium o COBRE NORDOX 75 WG que ainda hoje é de extrema importância no cenário dos fitofarmacêuticos em Portugal. Aos poucos foi desenvolvendo uma rede comercial com empresas de âmbito local para que deste modo estivesse mais próxima do agricultor. É com satisfação que dizemos que volvidos 25 anos a rede criada inicialmente criada ainda se mantém quase toda sendo isto um sintoma de seriedade e fidelidade entre a Comercial Química Massó SA e os seus parceiros comerciais. Representa também inovação no sentido que a empresa está sempre na procura de novos produtos seja de fornecedores ou através de desenvolvimento próprio para melhor servir o agricultor.

 

Como a empresa adaptou a sua estratégia ao longo dos anos para atender às necessidades específicas do mercado português?

O nome Comercial Química Massó SA diz muito sobre o que é a nossa atividade: Comércio. Para isso investimos bastante em marketing: folhetos de qualidade com informação qb e ilustrativos dos produtos. Anúncios em revistas do setor, presença em feiras, colóquios. Elaboração de brindes variados. Presença nas redes sociais: linkedin, instagram, facebook, youtube, podcasts. Dito isto a estratégia da empresa pautou--se por ter no seu catálogo produtos fitofármacos, fertilizan tes, bioestimulantes, reguladores de crescimento, organismos de controlo biológico de boa qualidade provenientes de fornecedores de confiança e também por desenvolvimento de uma linha de fabrico próprio de adubos e corretivos com a marca “guarda-chuva” de WELGRO.

 

Quais foram os principais marcos que se destacaram nestes 25 anos?

Podemos começar pelos marcos financeiros traduzidos por faturação atingida em determinados anos mais difíceis e que davam um gozo especial a sua celebração. Marcos também de conseguirmos merecer a confiança dos nossos fornecedores ao ponto de nos darem em exclusividade o desenvolvimento do mercado de certos produtos que consideramos de máxima importância para a agricultura portuguesa. Falo por exemplo do COBRE NORDOX 75 WG da empresa Nordox, do MONCUT da empresa Nichino, do KANEMITE da empresa Agro-Kanesho Co, e a gama de organismos para controlo biológico da empresa Lallemand entre outros. Um marco especial quando em 2005 finalmente foi possível criar uma rede de parceiros comerciais a nível nacional e houve necessidade de contratar mais um colaborador que ainda hoje se mantém na empresa.

 

Como está estruturada a empresa em Portugal?

Em Portugal existem dois profissionais a tempo inteiro cabendo a cada um desenvolver trabalho comercial numa zona definida. Estes elementos estão apoiados por colegas de Espanha que quando necessário se deslocam a Portugal para atividades variadas como ensaios de campo demonstrativos, visitas técnicas, marketing, etc,.

 

Que tipo de soluções têm ao dispor do setor agrícola?

Temos fungicidas, ex: COBRE NORDOX 75 WG, inseticidas: KANEMITE, herbicidas: LOGRADO. Uma vasta gama de fertilizantes e corretivos. Aqui posso referir o WELGRO CUAJE, WEL GRO POTÁSIO, CALIBITT. Produtos orgânicos: WELGRO MAR CREMA, por exemplo ou GROWEL. Organismos de controlo biológico como por exemplo LALGUARD M52, LALSTOP CONTANS. É uma oferta de soluções vasta que não está aqui toda mencionada para não tornar esta entrevista maçadora. Mas mais informação pode ser obtida na página web:www.massoagro.com

 

Que apoio/papel desempenha junto dos agricultores?

A nossa ação junto do agricultor é sempre coordenada com o parceiro comercial da zona. Apesar de caber também ao distribuidor local a tarefa de divulgar os produtos da gama da Massó, o Técnico da Massó deve também ter esse papel quer dando soluções a problemas ou situações concretas apresentando programas de tratamentos ou até fazendo ensaios demonstrativos para que assim seja mais fácil passar a mensagem acerca da qualidade e vantagens na utilização dos nossos produtos.

 

Qual tem sido o investimento em investigação e desenvolvimento de novas soluções?

No plano da investigação o investimento é representativo. Por vezes em colaboração com o fornecedor de determinado pro duto ou em parceria com centros de investigação em muitos dos casos de universidades.

Por exemplo, com o COBRE NORDOX temos feito inúmeros testes de misturas com outros produtos técnicos e até tentando melhorar a formulação de um produto já existente. Com as universidades fazemos trabalhos no sentido de conhecer melhor determinados produtos adaptados à realidade da nossa agricultura. Por vezes, temos entre mãos produtos que à partida não deslumbramos grande potencial para a realidade do nosso país, mas depois começamos a fazer trabalhos em diferentes culturas e diferentes doses e misturas e descobrimos que afinal há possibilidades para esse produto.

 

Há novos produtos para breve?

Sim. Estamos agora a desenvolver o catálogo de organismos de controlo biológico do fabricante Lallemand. Nomeada mente o LALSTOP G46 WG: Clonostachys rosea. Fungicida contra Pythium, Rhizoctonia e Phytophthora, Botrytis cinerea, Didymella. LALSTOP CONTANS WG: Coniothyrium mini tans. Fungicida com ação específica sobre Sclerotinia spp. LALGUARD M52: Metarhizum brunneum - Inseticida

 

Que visão tem a empresa em relação à agricultura portuguesa?

Trata-se de um setor de atividade fundamental para qualquer país do mundo do qual não se pode prescindir. Veja-se por exemplo os EUA e outros igualmente desenvolvidos noutras áreas nomeadamente na IA. Portugal não pode fugir à regra e tendo em conta as convulsões a que estamos a assistir atualmente a nível mundial de guerras e nacionalismos o setor agrícola torna-se ainda mais importante. Estamos a assistir a uma mudança da forma como olhamos para a agricultura. Desde fatores de produção mais eficientes, à atenção que é dada ao meio ambiente, à utilização do conhecimento tecnológico, da IA, à sustentabilidade. Por outro lado, assiste-se a investimento estrangeiro no nosso país nomeadamente no Alentejo onde já é comparado em ter mos climáticos como sendo a Califórnia lusa. O modo de produção biológica que também veio dinamizar algumas culturas e zonas do País.

 

Assiste-se também a uma renovação da população ativa do setor sendo obviamente esta mais recente, a que mais atende às novas tecnologias. Mas no final a agricultura é natureza e daí não pode mos fugir. Devemos dedicar-nos a culturas nas quais somos bons e de preferência que sejam competitivas a nível de mercado.

Refiro-me, por exemplo, às culturas fruteiras (maçã de alcobaça, pera rocha, cereja da cova da beira), à castanha de trás os montes, azeite, laranja do algarve, vinha de cepas autóctones…) | No setor onde atuamos mais em concreto, dos fitofarmacêuticos e nutrição, assistimos a uma renovação constante. Desde a retirada de certos produtos fitofarmacêuticos que por vezes deixa certas situações sem solução possível e que também é agravada pela dificuldade em conseguir produtos novos igual mente eficientes a um preço aceitável para a nossa realidade. Vemos a agricultura portuguesa com um futuro promissor que, por todos os motivos que referi segue o seu caminho, por vezes com dificuldades, mas que a nossa empresa quer estar presente para prestar o melhor serviço e atendimento.

 

Que potencialidades faltam ainda explorar?

A agricultura portuguesa como referi, está em constante mutação, mas não podemos fugir das condições que a mãe natureza nos colocou à disposição. Fala-se e verifica-se na realidade, as consequências nefastas das mudanças climáticas. Isto vai obrigar a encontrar novos cenários para uma agricultura moderna. A gestão da água é muito importante. O melhoramento genético de certas culturas para que melhor respondam a estas mudanças. As mudanças climáticas levam também a que os inimigos das culturas também sejam novos. Sejam eles fungos, insetos ou plantas infestantes. Já para não falar dos efeitos climáticos que se podem traduzir por períodos de seca ou chuvas repentinas, golpes de calor. Mais do que explorar potencialidades devemos é buscar soluções para minorar o impacto negativo destas mudanças.

 

Qual a estratégia / apostas da Comercial Química Massó SA para o curto-médio prazo?

Estamos a desenvolver um catálogo de organismos de controlo biológico e outras soluções inovadoras que nos permite não apenas acompanhar a evolução da agricultura portuguesa, mas também antecipar certos cenários que são passíveis de se tornarem realidade. Tentamos estar na vanguarda da inovação no setor onde atuamos. Queremos estar mais próximos do agricultor e para isso esta mos a contratar mais profissionais para que desta forma a Comercial Química Massó SA esteja mais presente no campo. Apesar da era digital em que estamos, o contacto humano é muito importante. E vamos continuar a insistir no marketing. Promover os produtos de uma forma moderna e impactante através das diferentes ferramentas disponíveis.

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