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“Acredito e tenho a certeza de que uma linha de crédito bancário a 30 anos para a compra de terra rústica é essencial”

“Acredito e tenho a certeza de que uma linha de crédito bancário a 30 anos para a compra de terra rústica é essencial”

J osé Martino – CEO da Espaço Visual e autor do livro: “Agricultura(s) – A Minha Vida: Reflexões Críticas na Imprensa”. “Regressar ao ISA, um ano depois de aqui apresentar o meu primeiro livro, “Agricultura Sem Papas na Língua”, no dia 8 de janeiro de 2025, é uma experiência profundamente emotiva, quer pelo regresso à casa paterna, quer por vir prestar contas da minha atividade cívica nos anos de 2024 e 2025 (neste último caso, até ao mês de setembro). Foi nesta Casa que aprendi a importância da cidadania, através das lições de alguns dos mestres que me ensinaram ao longo dos cinco anos da licenciatura, nos saudosos anos de 1980 a 1985.

Minhas senhoras e meus senhores, este livro representa o meu prestar de contas enquanto cidadão empenhado na defesa do que considero serem os superiores interesses públicos dos portugueses: que Portugal seja, efetivamente, um país desenvolvido, assente numa coesão territorial praticada e trabalhada com base na cidadania ativa. Para além de, na introdução, apresentar a listagem dos eventos em que participei como conferencista, moderador e organizador, este livro reúne 115 artigos de opinião sobre diversos assuntos, entre os quais algumas das deficiências estruturais que identifico como entraves ao maior desenvolvimento das agriculturas e florestas de Portugal: a deficiente estrutura fundiária, a reduzida superfície em regadio e a diminuta percentagem de jovens agricultores — temas estudados, refletidos e acompanhados de propostas de ações concretas.

Acredito e tenho a certeza de que uma linha de crédito bancário a 30 anos para a compra de terra rústica, o investimento na melhoria e ampliação do regadio, com base em empréstimos a contrair pelo Estado Português — sendo o serviço da dívida suportado pelos impostos e taxas geradas pelas produções e atividades a implementar —, bem como o apoio contínuo a todo e qualquer jovem agricultor para se instalar e investir, teriam, ao fim de uma década, uma alavancagem na sustentabilidade do mundo rural português nunca vista até aos dias de hoje, medindo-se o sucesso pela eliminação do défice estrutural da nossa balança alimentar (esta acima dos – 4 000 M€).

Faço votos de que este livro seja um instrumento útil para ajudar a construir uma rede de cidadania ativa em prol do desenvolvimento sustentável do mundo rural.

Muito obrigado a todas e a todos pela vossa presença e pelo vosso apoio”.

Parte da comunicação de José Martino, durante a apresentação pública do seu segundo livro: “Agricultura(s) – A Minha Vida: Reflexões Críticas na Imprensa”, no Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa, a 27 de janeiro de 2026.

Mais desenvolvimento em breve na Revista Voz do Campo.

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